
O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, será o primeiro destino da exposição “Jorge, Amado e Universal”, que comemora o centenário de nascimento do escritor baiano. A mostra será aberta ao público a partir do dia 27 de março. Após a capital paulista, a exposição segue para Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Buenos Aires.
“Jorge, Amado e Universal” terá áudios inéditos com depoimentos de Vinicius de Moraes, Carlos Heitor Cony, Arnaldo Jabor, João Ubaldo Ribeiro, Milton Hatoum e Mia Couto, entre outros escritores e intelectuais, sobre o autor de obras como Capitães da Areia e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá.
Com a chancela da Fundação Casa de Jorge Amado, a exposição fica até julho na capital paulista, seguindo para o Museu de Arte Moderna da Bahia – de 9 de agosto a 14 de outubro de 2012. Em Buenos Aires, a previsão é da exposição chegar em 2013.
A mostra tem três módulos principais e biográficos: “Amado por Todos”, com depoimentos sobre o escritor; “Jorge por Jorge”, onde será apresentada uma história relatada pelo próprio homenageado através de gravações de excertos de livros e textos de jornais e colunas; e, “Universal por Natureza”, que trará livros de Jorge Amado traduzidos em 30 idiomas diferentes, que vão do francês ao persa, do servo-croata ao holandês, do grego ao árabe e esloveno.
A exposição terá ainda mais dois módulos: “A Obra”, com manuscritos, filmes, depoimentos de escritores e críticas; e “Cronologia e Biblioteca”, linha do tempo ilustrada e multimédia, acompanhada de biblioteca que reúne conjunto de publicações para consulta do público.

Ao longo de 2011 e no âmbito dos Centenários de Nascimento dos escritores Alves Redol e Manuel da Fonseca, a Editorial Caminho promoveu a reedição da obra de ambos, contribuindo assim para uma ampla divulgação do legado literário de dois dos mais importantes autores da literatura portuguesa contemporânea.
Com o objetivo de ser abordada a relevância desta iniciativa editorial, o Museu do Neorrealismo – que, graças à parceria estabelecida com a Editorial Caminho, tem também disponibilizado, na sua livraria, as obras em apreço – realiza, no sábado, pelas 16h00, uma Sessão de Auditório, com as presenças de Helena Alves, por parte da editora, e de António Mota Redol, filho do escritor Alves Redol.
António Alves Redol (29 de dezembro de 1911-29 de novembro de 1969) ficou para a história como um dos expoentes máximos do neorrealismo português, movimento que conta com um museu na cidade onde o escritor nasceu, Vila Franca de Xira.
Começou a trabalhar cedo e foi para Angola aos dezasseis anos, em busca de melhores condições de vida. Regressou três anos depois, juntou-se ao Movimento de Unidade Democrática (MUD), opositor do Estado Novo, e filiou-se no Partido Comunista.
Foi responsável pela introdução em Portugal do neorrealismo, com o romance Gaibéus (1939), nome que designava os camponeses da Beira que iam para o Ribatejo fazer a ceifa do arroz, na primeira metade do século XX.
Manuel da Fonseca nasceu em Santiago do Cacém, em 15 de outubro de 1911, mas cedo veio para Lisboa, onde iniciou a sua atividade literária. Poeta, romancista, contista e cronista, toda a sua obra é atravessada pelo Alentejo e o seu povo. Ligado ao neorrealismo, evoluiu no sentido de um regionalismo crescente, ligado ao seu Alentejo natal, retratando o povo desta região e a miséria por ele sofrida. Contestatário e observador por natureza, a sua escrita era seguida de perto pela censura. Faleceu a 11 de março de 1993, com 81 anos.

A Companhia de Teatro de Almada repõe a partir de hoje a peça O Carteiro de Neruda, a partir do livro O Carteiro de Pablo Neruda, do escritor chileno Antonio Skármeta, numa encenação que assinala a estreia da atriz Melânia Gomes no Teatro Municipal de Almada.
A peça, adaptada por Carlos Porto e encenada por Joaquim Benite, estreou-se na edição de 1997 do Festival de Teatro de Almada, foi acolhida com entusiasmo e desde aí já foi levada à cena mais de cem vezes em Portugal e Espanha.
O Carteiro de Neruda conta a história da chega de Neruda a uma ilha de pescadores, em Itália, na qual conhece Mario, que faz a ligação do escritor com o mundo e que irá despertar nele a necessidade de poesia.
De quase analfabeto a aprendiz de poeta, Mario irá aprender que é difícil a poesia resistir a um país sem liberdade.
“Em O carteiro de Neruda o que apaixona é a metáfora da aprendizagem, a longa e sinuosa aventura do conhecimeto, de que Mario e Pablo tiram partido e que resolvem fazer os dois, como Quixote e Pancho”, escreve sobre a peça Joaquim Benite.
Com adaptação dramatúrgica de Carlos Porto, a peça tem cenografia de José Manuel Castanheira, figurino de Sónia Benite e luz de Joaquim Benite e Carlos Galvão.
Interpretam André Gomes, Bernardo de Almeida, Celestino Silva, Maria Frade, Melânia Gomes e Miguel Martins.
Na sala principal do Teatro Municipal de Almada – a abrir a temporada de 2012 – vai estar em cena até 5 de fevereiro, de quarta-feira a sabádo, às 21h30, e aos domingos, às 16h00.

A exposição sobre a vida e obra da escritora Lídia Jorge, que esteve patente ao público de 11 de dezembro de 2010 a 31 de março de 2011, no Convento de Santo António, em Loulé, no âmbito das comemorações dos trinta anos da publicação de O Dia dos Prodígios, vai viajar até Paris, após um acordo celebrado entre a Câmara Municipal de Loulé e a Cité Internationale Universitaire de Paris.
A reedição desta exposição dedicada a esta escritora nascida em Loulé vai estar patente na Residência André Gouveia, em Paris, a partir de sábado e até 10 de março, e contará com uma seleção de obras, objetos e documentários sobre a vida de Lídia Jorge.
A Cité Internationale Universitaire de Paris visa contribuir para a promoção e divulgação das culturas do mundo, através da organização de atividades culturais.
Deste modo a cultura portuguesa vai estar mais uma vez numa das principais capitais culturais do mundo, especialmente no que diz respeito a um dos nomes consagrados da literatura portuguesa, projetando o concelho de Loulé como parceiro desta iniciativa logo à entrada da exposição.

A primeira edição da Bienal Brasil do Livro e da Leitura, a realizar em Brasília de 14 a 23 de abril, contará com um conjunto representativo de autores do universo literário dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), entre eles o cabo-verdiano Germano Almeida e o angolano Ondjaki.
Para além destes escritores, o evento conta com Paulina Chiziane (Moçambique), Abdulai Sila (Guiné-Bissau) e Conceição Lima (São Tomé e Príncipe) como convidados oriundos dos PALOP.
De acordo com o secretário de Estado da Cultura do Governo do Distrito Federal, Hamilton Pereira, a Bienal vai transformar a capital brasileira em palco de lançamentos, debates, palestras, exposições, homenagens, espetáculos e muito mais.

Responda corretamente às perguntas e ganhe um dos três exemplares de You – Manual de Instruções Volume 2, do Dr. Michael F. Roizen e do Dr. Mehmet C. Oz, que a BIS tem para oferecer.
Regras do passatempo:
– O passatempo decorre até dia 31 de janeiro
– Só é permitida uma participação por pessoa, morada e e-mail
– Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas
– Participações com respostas incorretas ou dados incompletos serão eliminadas
– O vencedor será sorteado aleatoriamente entre todas as participações corretas e completas, sendo posteriormente contactado pela BIS
– Os vencedores terão de ir levantar o prémio numa das livrarias parceiras da Leya

João Tordo tem encontro marcado com o jornalista Carlos Vaz Marques, para mais uma sessão do “Café com Letras”, amanhã, às 21H30, na Biblioteca Municipal de Oeiras. O pretexto deste encontro é a publicação e lançamento do seu último livro, Anatomia dos Mártires. A entrada é livre.
A Rainha no Palácio das Correntes de Ar
Stieg Larsson
«A vingança é uma força poderosa.»
Lisbeth Salander
Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas... Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?
P.V.P. (c/ IVA): 9,95€
Vencedor do Prémio Literário José Saramago
Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.
«Um enorme romancista que nos redime do horror, como os grandes mestres, pela força misteriosa da escrita.»
António-Pedro Vasconcelos, Sol
«O novo romance do século XXI em Portugal.»
João Céu e Silva, Diário de Notícias
P.V.P. (c/ IVA): 7,50€
Sputnik, Meu Amor
Haruki Murakami
«Um livro fascinante de um dos mais cativantes escritores do mundo.»
Evening Standard
O narrador, um jovem professor primário, está apaixonado por Sumire, uma rebelde que conheceu na universidade. Um dia, num casamento, Sumire conhece Miu, uma mulher fascinante e misteriosa, de meia-idade, por quem se apaixona loucamente, acabando por se transformar na sua secretária. Partem para a Europa, numa busca que as empurra para uma estranha e mútua descoberta, e também para um desenlace assombrado. Ensaio sobre o desejo humano e a especulação sobre o destino, o livro de Haruki Murakami é um exuberante exemplo da arte de um dos mais importantes escritores do Japão contemporâneo.
P.V.P. (c/ IVA): 7,50€
Volume 2
Dr. Michael F. Roizen e Dr. Mehmet C. Oz
O guia de saúde mais vendido em todo o mundo
Tudo o que precisa de saber para ter um corpo jovem e saudável
Numa época em que vivemos obcecados com o físico, a verdade é que pouco sabemos sobre o fascinante funcionamento do nosso corpo. Conscientes disso, os médicos Michael F. Roizen e Mehmet C. Oz juntaram-se para escrever um dos mais populares guias de saúde de que há memória. Ambos partiram do princípio de que mais vale prevenir do que remediar. E chegaram à conclusão de que o primeiro passo nesse sentido é o autoconhecimento – quanto mais soubermos sobre os nossos órgãos e a química que nos move, mais poder teremos para desenvolver um modo de vida saudável. O que sabemos, realmente, sobre o nosso corpo? Que mitos devem ser quebrados? Quais os segredos do nosso coração, cérebro, sistema digestivo e reprodutor? Como cuidar de cada um deles?
P.V.P. (c/ IVA): 7,50€

O escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie acusou ontem a polícia da Índia de ter inventado uma conspiração para assassiná-lo com o objetivo de impedir que participasse no Festival Literário de Jaipur, o maior evento do género na Ásia.
Na sexta-feira, Salman Rushdie tinha anunciado que desistia de participar no evento após ter recebido informações das autoridades indianas de que estava a ser planeado um atentado contra a sua vida.
Segundo o escritor, a polícia inventou esta conspiração com o intuito de mantê-lo afastado do festival.
“Investiguei e acredito que de facto me mentiram. Estou indignado e bastante zangado”, declarou Salman Rushdie na sua conta no Twitter, depois de artigos publicados na imprensa afirmarem que a polícia do Rajastão inventara a ameaça de morte contra si.
Desde o início do mês que diversos líderes muçulmanos da Índia apelam ao governo para recusar a entrada do do autor de Os Versículos Sâtanicos no país.
A publicação deste livro há vinte anos desencadeou uma vaga de protestos e ameaças de morte em todo o mundo após o líder religioso do Irão, o ayatollah Khomeini, ter proclamado uma fatwa em que declarava que o retrato que o livro fazia do profeta Maomé era um insulto para o islão.

Gonçalo M. Tavares venceu o Prémio Literário Fundação Inês de Castro com a obra Uma Viagem à Índia, publicada pela Caminho.
Este prémio anual pretende distinguir uma obra publicada sobre motivos do mito inesiano, podendo abranger temas tão amplos como a paixão, a vingança, a tragédia, a razão de Estado ou outros aspetos da representação histórico-cultural portuguesa.
Gonçalo M. Tavares receberá o troféu de prata e pedra, da autoria do escultor João Cutileiro, que simboliza todo o drama e mistério que rodeia o episódio de Pedro e Inês, numa cerimónia marcada para o dia 4 de fevereiro, pelas 17h00, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, tendo sido convidado a presidir à cerimónia o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.
O júri do galardão – composto por José Carlos Seabra Pereira (presidente), Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia – decidiu ainda distinguir a obra de Fernando Echevarría com o Tributo de Consagração.
Esta é a quinta edição deste prémio anual, tendo nas suas anteriores edições sido distinguidos Pedro Tamen, pelos poemas de Analogia e Dedos (2006), Teolinda Gersão, pelo volume de contos A Mulher que Prendeu a Chuva e Outras Histórias (2007), José Tolentino de Mendonça por O Viajante Sem Sono (2009) e Hélia Correia por Adoecer (2010).
Uma Viagem à Índia conquistou já o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, o Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol 2011, o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 da SPA, o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 Ler/Booktailors, foi segundo colocado no Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011 e foi escolhido como um dos melhores livros do ano pelo Público, Diário de Notícias, Expresso, Time Out e O Globo, no Brasil.