09
Fev 10

António Lobo Antunes venceu o Prémio Autores SPA/RTP na categoria Melhor Ficção Narrativa com a obra Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?, numa gala emitida ontem à noite na televisão pública e que premiou vários artistas nacionais.

Ainda na Literatura, a distinção de Melhor Livro de Poesia foi para a obra A Luz Fraterna, de António Osório, sendo que O Tubarão na Banheira, de David Machado, ganhou o prémio de Melhor Livro de Literatura Infanto-Juvenil.

O pintor Júlio Pomar foi distinguido com o prémio Vida e Obra.

A Câmara de Cascais foi galardoada com o prémio de Melhor Programação Cultural Autárquica, destacando-se a realização do Estoril Film Festival e a construção da Casa das Histórias, que reúne obras de Paula Rego.

No Cinema, foi distinguido Morrer como um homem, de João Pedro Rodrigues, na categoria de Melhor Filme.

Margarida Carvalho ganhou o prémio de Melhor Actriz, pela sua interpretação no filme Veneno Cura, e João Lagarto venceu o galardão de Melhor Actor, pela sua interpretação em 4 Copas.

Na categoria de Artes Visuais, a Casa das Histórias, de Paula Rego, foi considerada a Melhor Exposição de Artes Visuais.

O júri considerou a Grande Retrospectiva, de Eduardo Gageiro, como o Melhor Trabalho de Fotografia, e Crucificado, de Rui Francisco, como Melhor Trabalho Cenográfico.

Na categoria de Dança, a Melhor Coreografia foi para Madalena Victorino, com Vale.

Na Rádio, o programa Encontros com o Património, de Manuel Vilas-Boas, venceu a distinção de Melhor Programa.

Na categoria de Música, a Melhor Canção foi para Cristina Branco, com “Margarida”, do álbum Kronus, e o Melhor Disco foi para Space Grace, de Dénnis González e João Paulo. Música Portuguesa para um Quarteto, do Quarteto Lopes-Graça, venceu o prémio de Melhor Trabalho de Música Erudita.

No Teatro, A Orelha de Deus, encenado por Cristina Carvalhal, foi considerado o Melhor Espectáculo. Sílvia Filipe ganhou o prémio de Melhor Actriz pelas interpretações em Esta Noite Improvisa-se, Huis Clos e O Peso das Razões. O prémio de Melhor Actor foi atribuído a Henrique Feist, pela sua interpretação em Máquina de Somar.

Na categoria de Televisão, o prémio de Melhor Programa de Informação foi entregue a Joaquim Furtado, com o programa A Guerra – 2.ª  Série, emitido pela RTP.

O prémio de Melhor Programa de Ficção foi atribuído a Conta-me como Foi, da RTP, e o de Melhor Programa de Entretenimento foi para Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios, da SIC.


08
Fev 10

 

Um grupo de crianças vive as suas aventuras, à margem da lei, nas ruas estreitas e nas praias de Salvador da Bahia na década de 1950. A sua habilidade para desaparecerem sem rasto valeu-lhes serem conhecidos por Capitães da Areia.

Obra mais vendida de Jorge Amado em todo o mundo (com mais de cem edições e cinco milhões de exemplares vendidos), Capitães de Areia foi agora adaptado para o cinema no Brasil, por Cecília Amado, neta do escritor.

A estreia está prevista para 24 de Setembro no Brasil.

Para mais informações sobre o filme consulte o site oficial: www.capitaesdaareia.com.br


04
Fev 10

 

Se eu morrer de manhã

abre a janela devagar

e olha com rigor o dia que não tenho.

 

Não me lamentes. Eu não me entristeço:

ter tido a noite é mais do que mereço

se nem conheço a noite de que venho.

 

Deixa entrar pela casa um pouco de ar

e um pedaço de céu

o único que sei.

 

Talvez um pássaro me estenda a asa

que não saber voar

foi sempre a minha lei.

 

Não busques o meu hálito no espelho.

Não chames o meu nome que não venho

e do mistério nada te direi.

 

Diz que não estou se alguém bater à porta.

Deixa que eu faça o meu papel de morta

pois não estar é da morte quanto sei.


A escritora Inês Pedrosa é uma das dez personalidades que a ministra da Cultura nomeou para o Conselho Nacional de Cultura (CNC), órgão consultivo criado em 2007, mas que ainda não tinha entrado em funcionamento.

Para além da escritora, integram o CNC o filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço, o arquitecto Siza Vieira, o musicólogo Rui Vieira Nery, o programador e ex-bailarino Jorge Salavisa, o encenador Ricardo Pais, o ensaísta e programador António Pinto Ribeiro, o crítico de cinema João Lopes, a jornalista Paula Moura Pinheiro e o economista Augusto Mateus, indicou na quarta-feira o Ministério da Cultura em comunicado enviado à Agência Lusa.

Estas dez personalidades, designadas “por nomeação e escolha pessoal da ministra”, juntar-se-ão a “um vasto leque de figuras de várias associações e instituições” que Gabriela Canavilhas começou já a contactar “no sentido da constituição” do CNC, “procurando a maior abrangência de representatividade da sociedade civil nas várias áreas culturais” e dando cumprimento ao estipulado no decreto que regulamenta aquele órgão.

Criado pela Lei Orgânica do Ministério da Cultura, o CNC é um órgão colegial de natureza consultiva, de apoio ao Ministério da Cultura e aos seus diversos organismos e serviços, que funcionará em plenário e em secções especializadas.

Como a sua base legal prevê a possibilidade de criação de novas secções especializadas, essa prerrogativa será utilizada para criar a secção das artes e a secção de tauromaquia.

Têm assento no plenário do CNC os membros do Governo com competências na área da Cultura, os presidentes das secções especializadas, as dez “individualidades de reconhecido mérito representativas das várias áreas da Cultura agora designadas pela ministra”, e um representante das seguintes entidades: Centro Português de Fundações, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Associação Nacional de Freguesias, Conselho Nacional de Reitores das Universidades Portuguesas, Conselho Nacional de Consumo e Conferência Episcopal Portuguesa.

publicado por LeYa às 11:55

03
Fev 10

Danny Boyle, vencedor do Óscar para melhor realizador em 2009 com Quem Quer Ser Bilionário?, vai adaptar Frankenstein para o teatro.

A adaptação da obra de Mary Shelley marca o regresso do realizador escocês aos palcos, onde iniciou a sua carreira, e estreará no fim do ano, no National Theatre em Londres.

Segundo Nicholas Hunter, director do National Theatre, "Danny falou pela primeira vez acerca disso há oito anos. Ele disse-me agora que queria regressar aos teatros após ter sido 'distraído' pelo cinema durante quinze anos."

"Ele tem uma visão bastante singular da obra de Mary Shelley, e será engraçado ver de que forma o seu trabalho foi influenciado por quinze anos como realizador", afirmou Nicholas Hunter.


02
Fev 10

Actriz, escritora e compositora, Rosa Lobato de Faria faleceu hoje, em Lisboa, aos 77 anos.

publicado por LeYa às 17:44

A febre de Alice no País das Maravilhas está cada vez maior. Aproveitando o furor em volta da nova adaptação ao cinema pela mão de Tim Burton (nos cinemas no dia 4 de Março), estreou em Dezembro nos Estados Unidos uma minissérie baseada na obra de Lewis Carroll.

Exibida no Syfy Channel, esta versão é, segundo o seu realizador Nick Willing, "muito mais picante e sexy".

"A nossa série é muito diferente das adaptações fiéis de Alice no País das Maravilhas. Baseamo-nos nos aspectos surreais do mundo e tecemos uma poderosa história de amor", afirmou o realizador durante a apresentação da série aos jornalistas.

Nesta nova versão, Alice Hamilton, interpretada por Caterina Scorsone, é uma jovem independente na casa dos vinte anos numa estranha cidade de arranha-céus e casinos feitos de cartas e geridos pela Rainha de Copas, interpretada por Kathy Bates.

 


01
Fev 10
publicado por LeYa às 10:23

29
Jan 10

Numa homenagem a uma das mais marcantes poetisas da literatura portuguesa, a Biblioteca Municipal de Loulé recebe no sábado, dia 30 de Janeiro, pelas 15h00, um recital de poesia dedicado a Florbela Espanca.

Elsa Ligeiro, editora e produtora cultural da Alma Azul, traz até à Biblioteca uma conversa e uma leitura de poemas a partir do Diário de Florbela Espanca escrito no seu último ano de vida e da sua poesia intitulado "Estranha forma de vida e a poesia de Florbela Espanca".

publicado por LeYa às 11:39

28
Jan 10

Mundialmente conhecido pelo nariz que aumenta quando mente, Pinóquio vai subir ao palco do Teatro Viriato, em Viseu, num espectáculo que mostra que ser desobediente pode ser a melhor forma de crescer.

Com dramaturgia e encenação de Sónia Barbosa, que se baseou no conto original de Carlo Collodi (Florença, 1826-1890), Pinóquio estreia hoje, numa co-produção do Teatro Viriato e da Companhia Paulo Ribeiro.

Assumindo-se como “pró-Pinóquio”, Sónia Barbosa quis desmistificar a ideia de que este boneco de pau é um exemplo negativo do ponto de vista educativo, porque mente e porta-se mal.

“Acho que o Pinóquio pode ser visto de maneira oposta. É um menino muito corajoso, ao ponto de sofrer as consequências. Em vez de fazer o que lhe diz o papá, ficar em casa – portar-se bem e não arriscar nada – é corajoso ao ponto de descobrir pela sua própria vivência o Mundo”, justificou.

Na sua opinião, apesar de as atitudes de Pinóquio fugirem às regras, levam-no a um conhecimento mais profundo e verdadeiro de valores como a honestidade, a perseverança e a amizade.

“No final, quando ele percebe que chegou a altura de ajudar o pai, não é uma coisa postiça, não é porque alguém o obrigou. É ele que sente que tem de fazer isso”, afirmou a encenadora, actriz e professora, que tem dividido o seu trabalho em teatro entre Portugal e Itália.

“Acredito muito que a experiência é a melhor forma de aprender algo”, sublinhou.

Sónia Barbosa considera que este é um espectáculo que pode ensinar muito a miúdos e graúdos através do percurso feito por Pinóquio desde que foi criado por Gepetto até ser um menino de carne e osso, que inclui “momentos um bocadinho assustadores”.

“Pinóquio é um hino à juventude. Ele nasce completamente ingénuo, completamente curioso e ávido de vida, quer ver tudo, quer fazer tudo, acredita em tudo o que lhe dizem, é pureza. E depois vai aprendendo e vai passando por coisas difíceis”, contou.

Deu exemplos de momentos em que Pinóquio sofre, nomeadamente quando “é assaltado pelos ladrões que o querem roubar e o tentam matar”, mas aos quais sobrevive.

“Tem momentos de mais dificuldades que podem mostrar o outro lado do Pinóquio, que é crescer e superar esses obstáculos. É esse o lado que eu acho que pode ser mais interessante para os adultos”, referiu.

Para Sónia Barbosa, o mais difícil foi mesmo chegar ao texto final, atendendo a que o espectáculo também se destina a crianças e que o conto de Collodi é muito longo.

“Cada coisa que cortava dizia: 'ai não, que esta é tão bonita'. Essa foi a parte mais complicada, chegar à dramaturgia final”, contou.

Depois de Viseu, onde ficará em cena até 1 de Fevereiro, Pinóquio ruma para Guimarães e depois para a Guarda, sempre com o objectivo de chegar quer aos alunos das escolas, quer ao público em geral.

O espectáculo estará disponível para itinerância nos meses de Fevereiro e Março.

LUSA


27
Jan 10

O Grupo Leya, a Editorial Caminho e a Fundação José Saramago lançam, junto com vários parceiros, a campanha "Uma Jangada de Pedra a caminho do Haiti", acção de solidariedade para com as vítimas do sismo no Haiti. A ajuda será dada através da venda de uma edição especial do livro A Jangada de Pedra, disponível nas livrarias portuguesas a partir da próxima sexta-feira. Os 15 Euros do valor do livro serão directamente doados, na sua totalidade, para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa.

No seguimento de uma ideia da Fundação Saramago, a Leya mobilizou a sua estrutura, bem como todo um conjunto de entidades, de modo a tornar possível esta campanha, inédita em Portugal e operacionalizada em tempo recorde. A grande disponibilidade demonstrada pelos parceiros permitiu colocar em marcha esta acção. Estão envolvidos na campanha as seguintes empresas: Agfa, Eigal, Plásticos Pando, JDC, Ibero Fibra, Torras Papel, Inapa, Gráfica 99 e Ideias com Peso. Das entidades que aceitaram prontamente colaborar fazem também parte as livrarias e grandes superfícies que ofereceram os seus espaços para a venda do livro: Almedina, Bertrand, Sonae, Fnac, El Corte Inglés, Auchan e Press linha bem como muitas outras das principais livrarias um pouco por todo o país serão os locais onde o livro poderá ser encontrado. Todos se disponibilizaram para trabalhar gratuitamente em prol do sucesso desta iniciativa.

Ao empenho de todos os parceiros envolvidos, junta-se agora o desejo de que a comunidade corresponda, dirigindo-se às livrarias e adquirindo esta edição especial, sabendo que ao fazê-lo estará a realizar um donativo directo, no valor de 15 euros, para a Cruz Vermelha que, por sua vez, o aplicará no seu esforço de apoio às vítimas do sismo no Haiti.

Sobre a campanha “Uma Jangada de Pedra a caminho do Haiti”, o escritor José Saramago enviou as seguintes palavras:

As minhas palavras serão de agradecimento. A Fundação José Saramago teve uma ideia, louvável por definição, mas que poderia ter entrado na história como uma simples boa intenção, mais uma das muitas com que dizem estar calcetado o caminho para o inferno. Era a ideia editar um livro. Como se vê, nada de original, pelo menos em princípio, livros é o que não falta. A diferença estaria em que o produto da venda deste se destinaria a ajudar as vítimas sobreviventes do sismo do Haiti. Quantificar tal ajuda, por exemplo, na renúncia do autor aos seus direitos e numa redução do lucro normal da editora, teria o grave inconveniente de converter em mero gesto simbólico o que deveria ser, tanto quanto fosse possível, proveitoso e substancial. Foi possível. Graças à imediata e generosa colaboração das entidades que participam na feitura e difusão de um livro, desde a fábrica de papel à tipografia, desde o distribuidor ao comércio livreiro, os 15 euros que o comprador gastará serão integralmente entregues à Cruz Vermelha para que os faça seguir ao seu destino. Se chegássemos a um milhão de exemplares (o sonho é livre) seriam 15 milhões de euros de ajuda. Para a calamidade que caiu sobre o Haiti 15 milhões de euros não passam de uma gota de água, mas A Jangada de Pedra (foi este o livro escolhido) será também publicada em Espanha e no mundo hispânico da América Latina – quem sabe então o que poderá suceder? A todos os que nos acompanharam na concretização da ideia primeira, tornando-a mais rica e efectiva, a nossa gratidão, o nosso reconhecimento para sempre.

A campanha "Uma Jangada de Pedra a caminho do Haiti" prolongar-se-á até 28 de Fevereiro de 2010. 


26
Jan 10

O jornalista e escritor António Benedito de Eça de Queirós recebeu Rita Ferro em Tormes, na casa que inspirou o romance A Cidade e as Serras.

Pode ler a entrevista, publicada na Caras, onde o bisneto de Eça de Queirós revela aspectos menos conhecidos da vida do escritor, aqui.


25
Jan 10

 

O cineasta Pedro Costa e o escritor Almeida Faria são os distinguidos, ex aequo, com o Prémio Universidade de Coimbra 2010, um galardão dotado com 25 mil euros.

Já em sétima edição, o Prémio Universidade de Coimbra tem-se caracterizado por distinguir personalidades de áreas muito heterogéneas, como as artes cénicas e musicais, o empresariado, as neurociências e a matemática.

O neurocientista Fernando Lopes da Silva (2004), o historiador António Hespanha, o actor e encenador Luís Miguel Cintra (ex aequo em 2005), a especialista em estudos clássicos Maria Helena da Rocha Pereira (2006), o matemático luso-brasileiro Marcelo Viana (2007), o investigador e empresário José Epifânio da Franca (2008) e o artista plástico Julião Sarmento (2009) foram os contemplados em edições anteriores.

O júri deste prémio, patrocinado pelo Banco Santander Totta, é composto por dez personalidades da cultura e ciência de Portugal, entre eles o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d'Oliveira Martins, a historiadora Fernanda Rollo, o director do Festival de Cinema Indie-Lisboa, Miguel Valverde, e o arqueólogo Jorge Alarcão.

A distinção será entregue no dia 1 de Março, durante a sessão solene comemorativa do 720.º aniversário da Universidade de Coimbra. Este evento integra-se na XII Semana Cultural da Universidade, que este ano é dedicada ao tema “Causa Pública – O Público e o Mediático”.

publicado por LeYa às 12:12

22
Jan 10


O Rastro do Jaguar
Murilo Carvalho

 

PRÉMIO LEYA 2008

 

Baseado em factos verídicos e personagens reais, O Rastro do Jaguar é um empolgante fresco dos intensos choques culturais e sociais que marcaram o século XIX e a relação dos europeus com as suas antigas colónias agora independentes.


«Obra de fôlego, que refigura uma vasta erudição, O Rastro do Jaguar combina narrativa histórica e arte poética, elaboração wagneriana e aura profética, de forma a prender o interesse da leitura por uma saga onde se conjugam a busca individual de raízes e o destino ameríndio, e que atravessa a França, Portugal, Brasil, Paraguai e Argentina, até ao final aberto sobre a demanda milenarista da Terra Sem Males.»

Manuel Alegre (Presidente do Júri do Prémio Leya 2008)

 

   

P.V.P. (c/ IVA): 7,50€



O Delfim
José Cardoso Pires

   

No belíssimo romance que é O Delfim, José Cardoso Pires olhou a realidade do seu país como se fosse a trama de uma intriga policial.
Considerado um dos seus melhores romances, O Delfim é um marco na literatura portuguesa do século XX.

Adaptado ao cinema com argumento de Vasco Pulido Valente e realização de Fernando Lopes, conta com a participação de Rogério Samora e Alexandra Lencastre.

 

   

P.V.P. (c/ IVA): 5,95€



Contos da Montanha
Miguel Torga

 

 

Miguel Torga publicou em 1941 o livro de Contos Montanha, que imediatamente foi apreendido pela polícia política. Em carta de Abril desse ano, Vitorino Nemésio, solidarizando-se com o amigo, escreveu a propósito dessa apreensão: «Acho a coisa tão estranha e arbitrária que não encontro palavras. De resto, para quê palavras se nelas é que está o crime?» Em 1955, Miguel Torga fez uma segunda edição no Brasil, com o título Contos da Montanha. A edição da Pongetti circulou clandestinamente em Portugal, assim como a 3.ª edição, de 1962. Em 1968, a obra Contos da Montanha foi de novo publicada em Coimbra, em edição do autor.

 

   

P.V.P. (c/ IVA): 5,95€



A Trança de Inês
Rosa Lobato de Faria
 

Baseado no mito de Pedro e Inês (mais na lenda do que na História), um romance sobre a intemporalidade da paixão, onde se abordam também alguns mistérios da existência.


Assim as mulheres passam umas às outras a sua teia ancestral de seduções, subentendidos, receitas que hão-de prender os homens pela gula, a luxúria, a preguiça e todos os pecados capitais, é por isso que elas nunca querem os santos, os que não se deixam tentar, os que resistem à mesa, à indolência, à cama, à feitiçaria dos temperos, ao sortilégio das carícias, à bruxaria das intrigas.

 

   

P.V.P. (c/ IVA): 5,95€


20
Jan 10

A BIS é uma das finalistas dos Prémios de Edição LER/BOOKTAILORS na categoria Melhor Design de Colecção, juntamente com a colecção Obras de José Saramago, editada pela Caminho, e da colecção Livros de Viagem, da Tinta-da-China.

Até ao próximo dia 15 de Fevereiro pode votar aqui numa obra de cada uma das categorias. O vencedor será apurado pela média de votos do júri, do conselho e do público, pelo que o seu voto é fundamental.

A apresentação final dos vencedores será efectuada durante o Correntes d’Escritas, dia 26 de Fevereiro, pelas 21h30, no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim.

Os Prémios de Edição são organizados, pela segunda vez, pela Booktailors e pela revista Ler, e destinam-se a premiar o que de melhor se faz no sector da edição.

A novidade deste ano é que estas duas entidades firmaram um protocolo com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas/Ministério da Cultura, ganhando um novo estatuto e fazendo com que os vencedores dos prémios nacionais sejam os candidatos portugueses ao «The Best Book Design From All Over the World».

Com esta alteração, mudam-se também o estatuto e as regras, de forma a melhorar o calendário, o regulamento e os processos, mas tendo também em vista o ajustamento às necessidades deste prémio internacional.

O «The Best Book Design From All Over the World» é organizado pela Fundação Stiftung Buchkunst, contando, como o nome indica, com participantes de todo o mundo. Os trabalhos vencedores serão expostos na Feira de Frankfurt e em outros locais por todo o mundo, estando prevista a publicação de um catálogo próprio.

Mais informações aqui.

publicado por LeYa às 10:30

19
Jan 10

Um retrato raro de Edgar Allan Poe será exibido e posteriormente leiloado no próximo fim-de-semana, como parte das celebrações dos 201 anos do nascimento do mestre do gótico.

A aguarela apresenta uma imagem bastante diferente do autor, com um ar jovial e sem bigode, em contraste com as imagens mais conhecidas do autor, constituídas por antigos daguerreótipos.

 


13
Jan 10

A nova versão de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, realizada por Tim Burton, conta com Mia Wasikowska (Alice), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Anna Hathaway (Rainha Branca) e Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha) nos principais papéis.

O filme chega aos cinemas em Portugal no dia 4 de Março.


NOVIDADES

O Rastro do Jaguar
Murilo Carvalho


O Delfim
José Cardoso Pires


Contos da Montanha
Miguel Torga


A Trança de Inês
Rosa Lobato de Faria

1808
A Casa da Rússia
A Cidade e as Serras
A Confissão de Lúcio
A Conjura
A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho
Aldeia Nova
Alice no País das Maravilhas
Alma
Amadeo
A Montanha da Água Lilás
Amor de Perdição
A Morte de Ivan Ilitch
A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore
A Paixão
A Salvação de Wang-Fô e Outros Contos Orientais
As Aventuras de Pinóquio
As Aventuras de Robinson Crusoe
As Intermitências da Morte
A Trança de Inês
Aventuras de João Sem Medo
Aventuras de Sherlock Holmes
Bichos
Budapeste
Capitães da Areia
Contos da Montanha
Contos e Diário
Contos Populares Portugueses
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Danças & Contradanças
Daqui a Nada
De Profundis, Valsa Lenta
Escuta, Zé Ninguém!
Frankenstein
Gaibéus
Histórias Extraordinárias
História Universal da Infâmia
Inês de Portugal
Maria Antonieta
Memória das Minhas Putas Tristes
Não Me Contes o Fim
Nas Tuas Mãos
Novos Contos da Montanha
O Cântico de Natal
O Anjo Ancorado
O Anjo Mais Estúpido
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O Processo
O Rastro do Jaguar
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