O júri, presidido por Manuel Alegre, deliberou terça-feira conceder a segunda edição do Prémio Leya ao romance O Olho do Hertzog, da autoria do escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho. O prémio tem o valor monetário de 100 mil euros.
Conforme se lê na acta do júri, “o romance vencedor restitui-nos o contexto histórico dos combates das tropas alemãs contra as tropas portuguesas e inglesas na I Guerra Mundial, na fronteira entre o ex-Tanganica e Moçambique, o confronto entre africânderes e ingleses, a emigração moçambicana para a África do Sul, a reacção dos mineiros brancos, as primeiras greves dos trabalhadores negros e a emergência do nacionalismo moçambicano, nomeadamente através da imprensa e dos editoriais do Jornalista João Albasini”.
O júri considerou a obra “um romance de grande intensidade, em que se conjugam a complexidade das personagens, a densidade da trama narrativa e a busca de O Olho de Hertzog, que é, de certo modo, uma metáfora da demanda do destino individual e colectivo e do nunca desvendado mistério do ser”.
João Paulo Borges Coelho é historiador e escritor moçambicano. Nasceu no Porto, em 1955, mas, sendo filho de pai transmontano e de mãe moçambicana, cedo foi viver para Moçambique e adquiriu nacionalidade moçambicana. Estudou em Moçambique, obtendo posteriormente Doutoramento





