Apesar do seu realizador, David Fincher, não acreditar que o seu mais recente trabalho venha a ter maior sucesso do que algumas das suas anteriores realizações, como Sete Pecados Mortais e A Rede Social, a verdade é que a crítica especializada não tem poupado elogios a Os Homens que Odeiam as Mulheres, filme baseado no primeiro romance da trilogia Millennium, de Stieg Larsson, cuja estreia nas salas de cinema portuguesas está marcada para a próxima quinta-feira, dia 19.
Para além da realização de Fincher, Os Homens que Odeiam as Mulheres conta ainda com os atores Daniel Craig (Mikael Blomkvist) e Rooney Mara (Lisbeth Salander), que tem sido apontada, nos EUA, como uma das prováveis vencedoras do Óscar para melhor atriz. A revista Entertainment Weekly, por exemplo, considerou-a “uma revelação”, que atua “com um poder silencioso, quase fatasmagórico”, comparando-a, inclusivamente, com um cruzamento da personagem Clarice Starling, de O Silêncio dos Inocentes, e Joana D'Arc. Já a revista Variety foi mais longe e classificou a interpretação de Mara como “hipnótica, com muito sentimento e tensão em todas as cenas”. O cinesta David Fincher também não foi esquecido. O prestigiado jornal inglês The Guardian escreveu que o realizador conseguiu trazer um ar fresco para uma história sombria, mergulhada na escuridão da crueldade humana, superando definitivamente a adaptação cinematografica que já fora feita na Suécia. “Nem importa que o público conheça a história de cor”, podia ler-se numa das edições mais recentes do jornal.
Os Homens que Odeiam as Mulheres, recorde-se, é baseado no primeiro livro da trilogia Millennium, que, no seu conjunto, já vendeu mais de 65 milhões de exemplares em 46 países, incluindo Portugal, onde o livro foi editado pela Oceanos, tornando-se num fenómeno à escala mundial. Para além da Oceanos, a LeYa já publicou, na BIS, os dois primeiros volumes da saga, faltando neste momento o terceiro, A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, que chegará às livrarias portuguesas já no próximo dia 28 de janeiro.

A atriz Angelina Jolie vai interpretar o papel da madrasta malvada na nova versão da Disney do conto “A Bela Adormecida”, de Charles Perrault.
Intitulado Maleficent em inglês, o filme marca a estreia de Robert Stromberg, produtor e diretor de arte de Avatar e Shutter Island, na realização e estará nos cinemas em 2013.

Inspirado na obra homónima de José Eduardo Agualusa, O Vendedor de Passados é realizado por Lula Buarque de Hollanda e protagonizado por Alinne Moraes, Lázaro Ramos, Otávio Muller e Mayana Neiva.
O filme conta a história de uma mulher que contrata os serviços de um criador e vendedor de novos passados (Lázaro) a partir de fotos, vídeos e documentos.
“É a personagem mais difícil, mais delicada e desafiadora que eu já fiz. Porque tudo parece ser possível para ela. Não há referência de corpo, voz ou passado para que eu a possa conceber. Ela não tem paredes, não tem chão. Quem é essa mulher?”, referiu a atriz Alinne Moraes, durante um conferência de imprensa realizada em Florianópolis para apresentar o filme.
“Li o livro e me apaixonei. Conversei com Agualusa e disse que adoraria adaptá-lo para o cinema, mas queria que a história se passasse no Brasil. A partir disso, ele me deu total liberdade”, afirmou Lula Buarque de Hollanda, adiantando que a história vai passar-se no Rio de Janeiro (“mas não naquele Rio ‘cartão-postal’”) e que vai agregar elementos contemporâneos ao enredo, como telemóveis e a Internet.
Com um orçamento de 2,3 milhões de euros, a longa-metragem começa a ser rodada em janeiro em Paulínia (São Paulo) e no Rio de Janeiro e tem estreia prevista para dezembro de 2012.
O Vendedor de Passados foi publicado em Portugal pela Dom Quixote em 2004 e venceu o Independent Foreign Fiction Prize 2007.
A 33.ª edição do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, que se realiza de 1 a 11 de dezembro, contará com uma mostra dedicada ao escritor colombiano Gabriel García Márquez.
No festival, serão exibidos mais de quarenta longa-metragens de dez países diferentes. Seis filmes inspirados nas obras de García Márquez farão parte da retrospetiva em homenagem ao Prémio Nobel de Literatura de 1982, reconhecido como um grande incentivador do cinema latino-americano e um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão, com sede em Cuba, que completa vinte e cinco anos em dezembro.

A adaptação para o cinema de Travessia de Verão, de Truman Capote, marca a estreia na realização da atriz Scarlett Johansson.
Travessia de Verão, escrito durante os anos 40, é o primeiro romance de Truman Capote, mas só viria a ser publicado em 2005. A história decorre em Nova Iorque após a Segunda Guerra Mundial e acompanha uma jovem de dezoito anos que se rebela contra a família a parte em busca da sua identidade.
O argumento foi adaptado pela também atriz Tristine Skyler e a produção está a cargo de Barry Spikings e Peter D. Graves.
Florbela, que se centra na vida da poetisa Florbela Espanca, é realizado por Vicente Alves do Ó e conta com Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo nos principais papéis.
A estreia está prevista para o início do próximo ano.
Em The Raven, que vai buscar o seu título ao célebre poema "O Corvo" ("The Raven"), de Edgar Allan Poe, John Cusack interpreta a personagem do célebre mestre da literatura fantástica.
Nos seus últimos dias de vida, o escritor Edgar Allan Poe persegue um serial killer cujos assassínios são baseados naqueles que o próprio autor descreveu nos seus livros.
Realizado por James McTeigue, o filme tem estreia prevista para março de 2012.
O documentário José & Pilar, candidato a uma nomeação para os Óscares, será promovido na próxima semana em Nova Iorque, incluindo a exibição no Museu de Arte Moderna (MoMA), num evento dedicado ao Nobel português de Literatura.
A Semana de Saramago em Nova Iorque, de 26 de outubro a 1 de novembro, envolve o Arte Institute e a Fundação José Saramago e contará com a participação da companheira do escritor e presidente da Fundação, Pilar del Río.
Ana Miranda, fundadora do Arte Institute, adiantou à agência Lusa que “filmes como o documentário José & Pilar são muito importantes para o cinema português e a sua projeção".
No caso do documentário de Miguel Gonçalves Mendes, “além de dar a conhecer uma faceta mais privada e íntima do Nobel Português José Saramago”, tem dado destaque ao país “com os prémios ganhos em diversos países e festivais”.
Além do mais, prosseguiu a responsável do Arte Institute, “uma coprodução que junta as produtoras de Pedro Almodóvar e Fernando Meirelles sob a alçada de um realizador português, Miguel Gonçalves Mendes, só pode ser benéfica para o cinema nacional”.
Além de Pilar del Río, Miguel Gonçalves Mendes também estará em Nova Iorque para participar, logo no dia 27, numa sessão de perguntas e respostas na galeria de arte Rooster.
No mesmo dia terá lugar uma Mostra de Cinema Ibérico, no Anthology Films Archives, com a apresentação de curtas-metragens portuguesas e espanholas.
A galeria Sonnabend, dirigida pelo galerista de origem portuguesa António Homem, também se associa à iniciativa, com uma tertúlia dedicada a José Saramago, no dia 30.
No dia 31, terá lugar um concerto de Noiserv, projeto de David Santos (que compôs a banda sonora do filme) no restaurante português Pão.
Na Rutgers University, em New Jersey, visitada por Saramago há dez anos, o Departamento de Espanhol e Português irá mostrar excertos do documentário José & Pilar, segundo informação divulgada pelo Consulado de Portugal em Newark.
O ponto alto da semana de homenagem será a exibição do documentário no Museum of Modern Art (MoMA), seguido de um cocktail noutro restaurante português, Alfama.
O documentário José & Pilar acompanha a vida pública e privada de José Saramago durante o processo de escrita e lançamento do romance A Viagem do Elefante.
É um retrato próximo e inédito do escritor português, do relacionamento com a companheira e tradutora, Pilar Del Río, com os seus leitores e com o mundo.
Nos Estados Unidos, a Comissão de Homenagem a José Saramago integra o senador luso-americano Jack Martins, o galerista António Homem e a atriz Daniela Ruah, entre outras personalidades.
Criada em abril deste ano, a organização sem fins lucrativos Arte Institute organizou no passado verão um Festival de Cinema Português em Nova Iorque (NY Portuguese Short Film Festival), com dezenas de curtas-metragens, a par de mostras de artes plásticas e música portuguesa ("Summer Nights Series").