Depois do filme Maria Antonieta, de Sofia Coppola, baseado no romance homónimo de Antonia Fraser, a vida da polémica rainha de França de origem austríaca deu origem a um novo filme.
Les adieux à la reine, realizado pelo francês Benoît Jacquot, conta com Diane Kruger como protagonista e retrata os últimos dias da rainha Maria Antonieta em Versalhes, em 1789, antes da sua decapitação.
O filme, uma coprodução franco-espanhola, é uma das dezoito películas concorrentes ao prémio principal do Urso de Ouro no Berlinale, o mais importante festival de cinema na Alemanha, que se iniciou ontem e que decorre até ao dia 19 de fevereiro.
O diretor do festival, Dieter Kosslick, afirmou durante a conferência de imprensa de abertura do Festival, de Berlim que escolheu o filme para a abertura em parte pelo paralelo que estabelece com as atuais revoluções, incluindo a primavera árabe e o movimento “Occupy” contra a má distribuição de riqueza.
“Faz um ano que Hosni Mubarak foi derrubado do poder e eu desconfio que as últimas 48 horas que outros ditadores tiveram não tenham sido muito diferentes das que Maria Antonieta viveu”, comentou.
Mike Leigh, presidente do júri, salientou: “Não queremos nos antecipar ao que vamos ver. Mas há um grande potencial de temas que comovem o mundo atualmente”, refindo-se à intenção do festival de transformar a primavera árabe e outras revoluções em eixo temático.
Paralelamente à mostra principal, Berlim exibirá filmes e organizará debates sobre a primavera árabe, o movimento dos “indignados” na Europa, a vida na Hungria e os perigos que ameaçam a democracia.
Até ao dia 19 serão exibidos quase 400 filmes, entre os quais duas produções portuguesas em competição: Tabu, longa-metragem de Miguel Gomes, e Rafa, curta-metragem de João Salaviza.





