José Eduardo Agualusa tem um novo romance – Barroco Tropical. O lançamento desta obra vai ter lugar na quarta-feira, 24 de Junho, às 21h30, na Casa da Morna, Lisboa. A apresentação do romance ficará a cargo de Marcelo Rebelo de Sousa.
O Prémio Vergílio Ferreira – Consagração foi este sábado atribuído ao escritor Mário de Carvalho, numa cerimónia na Biblioteca Municipal de Gouveia que marcou o início dos Ciclos Vergilianos a decorrer naquela cidade.
"Para mim foi uma surpresa, é a primeira vez que recebo um prémio consagração, ainda não me vejo como um escritor sénior e espero escrever ainda muitos romances", afirmou o autor de A Inaudita Guerra da Avenida Gago de Coutinho, salientando, no entanto, estar muito satisfeito pelo prémio e "pelo prestígio que ele representa".
Também o presidente do município, Álvaro Amaro, manifestou o seu contentamento por o prémio ser agora atribuído em Gouveia. "Este prémio é fruto de uma parceria com a Universidade de Évora, que começou em 2000, com a iniciativa dos Ciclos Vergilianos", disse.
O prémio, atribuído por um júri constituído por Luís Guerra e José Alberto Machado (Universidade de Évora), José Carlos Seabra (Universidade de Coimbra) e Joaquim Lourenço (vereador da Câmara Municipal de Gouveia) tem o valor de cinco mil euros e homenageia a totalidade da obra de Mário de Carvalho, autor com vinte livros já publicados.
José Eduardo Agualusa é o escritor convidado da Biblioteca Municipal de Valongo para comemorar o quarto aniversário deste espaço, que se assinala hoje. O evento, sob o lema "Uma Noite na Praça", decorre no espaço exterior da biblioteca, partir das 21h30, e conta com a actuação do grupo de música africana Nifeco.
Que Portugal viu o elefante Salomão? Que caminhos percorreu, que rios teve que cruzar, em que águas se banhou, que aldeias o acolheram, que pedras, desde então, nos esperam?
Para responder a estas questões a Fundação José Saramago inicia uma viagem por aquela que poderíamos considerar a rota portuguesa de Salomão, desde a cerca de Belém, em Lisboa, até à fronteira com Espanha em Figueira de Castelo Rodrigo. Será uma viagem por uma paisagem que a mão do homem foi modificando, ainda que as serras e os rios, os campos e o sol sejam os mesmos, e por vilas e aldeias que conservam monumentos que nem o tempo nem tão pouco a mão do homem podem fazer desaparecer. Desses monumentos, naturais ou arquitectónicos, vamos aproximar-nos, para ver se certos recantos de rios, ou campos abertos, ou certas igrejas, ou castelos, ou restos de fortificações conservam memórias dos passos do elefante, esse bicho insólito de que se chegou a discutir se era Deus, embora os reis de Portugal tivessem claro que era apenas uma oferta para fortalecer laços entre monarquias europeias. Era a diplomacia de um presente vivo e a origem de um romance.
Seguindo a rota portuguesa que José Saramago inventou para Salomão, porque não ficaram registos da viagem real, reencontramos lugares históricos e extraordinários que reclamam um novo olhar. O elefante Salomão é um pretexto para percorrer Portugal com um livro nas mãos. Os viajantes passearão por uma geografia mas esta será também uma viagem interior, pela literatura e pela memória. Da qual se irá dando conta neste blog e da qual alguns cronistas nos oferecerão um balanço mais tarde.
Este é o itinerário básico que José Saramago elaborou e que nos mostrará ao longo dos próximos dias:
Lisboa: Belém Constância Castelo Novo Fundão Sortelha Sabugal Cidadelhe Figueira de Castelo Rodrigo
E os rios, campos e serras que surgem no caminho. As paisagens diurnas e nocturnas que acolheram Salomão e os seus acompanhantes acolherão esta iniciativa de rastrear a história para nos conhecermos melhor.
O Instituto Camões na Universidade de Hamburgo, Alemanha, e o Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa organizam, de 18 a 20 de Junho, um colóquio sobre as relações entre Portugal, Hamburgo e o mundo germanófilo durante a Idade Moderna.
Tendo como tema "Portugal, Hamburgo e o Mundo de Língua Alemã durante a Expansão Ultramarina Europeia", o debate tem como objectivo "analisar, aprofundar e trocar pontos de vista sobre as relações entre Portugal e o mundo germanófilo”.
“Trata-se de abordar um campo de estudo particularmente profícuo, tanto do ponto de vista do material historiográfico já produzido, como das linhas de investigação que urge aprofundar e, nalguns casos, abrir ou rever”, destaca uma nota do Instituto Camões, acrescentando a importância de “discutir as relações e redes diplomáticas, clientelares, económicas, culturais e de mecenato então forjadas e as respectivas adaptações e impactos daí decorrentes".
No âmbito do colóquio vai realizar-se amanhã, dia 18, a partir das 17h30, uma sessão literária dedicada ao padre António Vieira, autor de Sermões, orientada por Regina Correia e Maralde Meyer-Minnemann.
Para além disso, à margem do colóquio, vai ser feita uma visita ao cemitério judaico-português em Hamburgo-Altona, também amanhã, e ainda uma apresentação do portal da Internet CIBERA e uma visita à Biblioteca Linga e a manuscritos da Época Moderna no acervo da Biblioteca Estadual e Universitária de Hamburgo, ambas no dia 19.
Ao longo de 28 anos, Robinson Crusoe enfrenta a solidão e as adversidades numa pequena ilha no Pacífico, ao largo da costa chilena e a meio caminho de Rapa Nuí. É lá que, colocado à mercê da natureza e dos seus elementos, Crusoe vence pela persistência e pelo trabalho – é o protótipo do homem que vive longe da civilização mas em luta permanente. De alguma maneira, é o livro de aventuras, e também a reafirmação do individualismo, desmentindo Rousseau e os seus devaneios engenhosos.
Crítica de Francisco José Viegas a As Aventuras de Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, publicada na Ler de Junho, no artigo "Os 35 Livros que Vão Marcar o Verão".
António Lobo Antunes foi distinguido em Espanha com o Prémio Extremadura à Criação 2009, a mais importante distinção artística e literária da região espanhola da Extremadura. Com o escritor foram também galardoados o arquitecto Álvaro Siza Vieira, o jornalista espanhol José Miguel Santiago Castelo e o escritor espanhol Alonso Gil.
Os vencedores do prémio, criado em 2003 e que visa reconhecer obras relevantes no universo ibero-americano e na região da Extremadura espanhola, foram anunciados numa sessão realizada na cidade de Badajoz, pela conselheira de Cultura e Turismo da Comunidad Autonoma de Extremadura, Leonor Flores, acompanhada pelos presidentes do júri dos prémios atribuídos – Iñaki Martínez, Emilio Tuñón, Eduardo Lourenço e Luis Mateo. Os premiados portugueses receberão a quantia de 42 mil euros cada um.
O júri do prémio justificou a distinção a Lobo Antunes pela sua trajectória literária no panorama ibero-americano. Segundo Eduardo Lourenço, António Lobo Antunes “é um grande romancista cuja obra se caracteriza pelos episódios que viveu na guerra em Angola nos anos 70 e pelo seu conhecimento da Humanidade e da memória do ser humano, como psiquiatra que é.” Para o júri, “Lobo Antunes é um dos nomes centrais da literatura portuguesa pelo facto de a ter projectado não só em Espanha como em toda a Europa e no mundo.”
António Lobo Antunes, cuja selecção literária intitulada “Biblioteca António Lobo Antunes” acaba de ser publicada pela Dom Quixote, irá lançar, em Outubro, o seu novo romance, com o título Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar?.