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Saber Emagrecer
Prof.ª Isabel do Carmo
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Descubra aqui, na entrevista que Chico Buarque deu a Isabel Coutinho, do Público, no Rio de Janeiro.
Produzido pela Jumpcut e realizado por Miguel Gonçalves Mendes, União Ibérica retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río. Baseado no registo do seu dia-a-dia em Lanzarote, a sua casa, e nas suas viagens de trabalho pelo mundo, este filme ambiciona ser um retrato intimista do casal.
União Ibérica tem como ponto de partida o processo de criação, produção e promoção do romance A Viagem do Elefante. A ficção deste romance, ao longo do documentário, irá funcionar como metáfora do percurso do próprio Saramago desde o momento inicial da construção da história em Lanzarote (2006), até ao lançamento do livro no Brasil (2008). Desta maneira, a dura e custosa viagem do elefante entre a corte de D. João III, em Lisboa, e a corte do arquiduque Maximiliano, na Áustria, irá reflectir a própria jornada do autor durante o processo de criação deste livro.
O escritor angolano José Eduardo Agualusa, de quem a Dom Quixote acaba de editar o romance Barroco Tropical, actualmente em segunda edição, já tem um site na Internet, através do qual os seus leitores poderão ficar a saber um pouco mais sobre a vida e obra do autor. Para além da biografia, fotos e notícias, os admiradores de Agualusa poderão, também, comunicar e trocar impressões com o escritor.
Mais informações no site www.joseeduardoagualusa.com.pt
O escritor moçambicano Mia Couto encontra-se em Portugal para promover Jesusalém, o seu mais recente romance. Conheça o calendário das sessões de lançamento:
13 de Julho
15.30h – Tavira (Biblioteca Municipal)
18.00h – Loulé(Biblioteca Municipal)
2130 – Portimão (Biblioteca Municipal)
14 de Julho
18h00 – Silves (Biblioteca Municipal)
21h30 – Faro (Biblioteca Municipal)
15 de Julho
18h00 – Coimbra (Oficina Municipal de Teatro – Rua Pedro Nunes – Quinta da Nora)
21h30 – Viseu (Assembleia Municipal)
16 de Julho
11h00 – Coimbra (Venha Tomar um Café com Mia Couto – Atrium Solum)
18h00 – Vila Real (Museu da Vila Velha)
21h30 – Chaves (Hotel do Forte de São Francisco)
17 de Julho
12h45 – Porto (Livraria Leitura – Bom Sucesso)
18h00 – Guimarães (Centro de Artes e Espectáculos S. Mamede)
21h30 – Braga (Livraria Centésima Página)
18 de Julho
15h00 – Viana do Castelo (Biblioteca Municipal)
18h00 – Póvoa de Varzim (Diana Bar)
21h30 – Porto (Fundação da Juventude – Rua das Flores, 69)
20 de Julho
18.00h – Sines (Centro de Artes)
21h30 – Grândola (Biblioteca Municipal)
21 de Julho
18h00 – Tomar (Biblioteca Municipal)
21h30 – Abrantes (Biblioteca Municipal)
22 de Julho
18h00 – Leiria (Livraria Arquivo – Av. Comb. Grande Guerra, 53)
23 de Julho
19h00 – Lisboa (Edifício Leya – Rua Cidade de Córdova, 2 Alfragide)
A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu o escritor português José Saramago, como o seu novo sócio correspondente, para ocupar a vaga do escritor francês Maurice Druon, que faleceu em Abril.
“A Academia não elege agora apenas o Prémio Nobel de Literatura cuja obra já tem o reconhecimento universal, mas também um velho amigo e colaborador", afirmou o presidente da ABL, Cícero Sandroni.
Saramago, que esteve na Academia em Novembro de 2008 para o lançamento mundial do seu romance A Viagem do Elefante, obteve 28 votos dos académicos.
O quadro de Sócios Correspondentes da Academia é composto por 20 escritores de diversos países. Entre os seus actuais membros estão o escritor moçambicano Mia Couto, o ex-presidente português Mário Soares e o professor catedrático Adriano Moreira.
A leitura é um prazer quase sensual, afirmou o escritor português António Lobo Antunes ao dizer-se frustrado por não ter sido um poeta, “por falta de talento”.
Após participar como destaque no maior evento literário no Brasil realizado na cidade histórica de Paraty no último fim de semana, Lobo Antunes esteve no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e falou sobre o seu processo de criação a estudantes, académicos e interessados na sua literatura.
“Eu queria mesmo era ser poeta, mas não fui por falta de talento”, disse, ao considerar que todo o bom livro é um “testemunho pessoal da arte de escrever” e que o desafio na escrita é transformar a utopia em realidade. “Se é que a realidade existe”, pondera.
Para o autor distinguido com o Prémio Camões de 2007, é preciso transformar a escrita num prazer, “se não ela torna-se numa chatice, ela tem de espantar aos outros e espantar a si mesmo”.
Ao destacar que a escrita é muito difícil, Lobo Antunes diz que tem de se colocar utopias impossíveis como “vou escrever um livro impossível” e assim procurar em cada livro “a sua própria voz”.
“O livro ideal seria aquele em que todas as páginas fossem um espelho, que reflectissem o leitor e o escritor”, realçou, ao referir que o que interessa é a emoção provocada pelo livro.
“O livro muda a cada vez que se lê, esta é uma coisa boa da literatura. Temos tendência a abrir os livros com as nossas chaves, nossas experiências”.
Ao escrever, Lobo Antunes disse que a mão do escritor deve estar “feliz”. E complementou que “isso é, ao mesmo tempo, muito mais simples e muito mais complexo”.
Ao ser questionado sobre os ciclos por que a sua literatura passou, como foi classificado por críticos, tendo influências autobiográficas na década de 70, em seguida, nos anos 80 com registos satíricos e paródicos, e ainda abordando uma problemática psicológica e social das relações humanas e depois os aspectos do poder e de suas manifestações em Portugal, Lobo Antunes foi enfático: “Eu só estou preocupado em escrever, depois vêm os críticos, os estudiosos, é terrível.”
A escrita, segundo disse, vem de zonas desconhecidas. “Não tenho objectivo, não penso em mais nada. Eu fico sempre surpreendido com as análises dos críticos. A mim surpreende-me, é muito curioso que haja muitos estudos.”
Para o autor, que já publicou 21 romances, o livro tem de ser feito com “sentidos, vem de dentro para fora”.
“Eu estava tão preocupado em fazer os livros que apenas queria fazê-los em paz”, afirmou em resposta sobre as suas pretensões ao escrever, se teria alguma relação social ou política nas suas escritas.
E destacou ainda que a criação física, artística ou literária “continua inexplicável”. A capacidade de criar e inventar são “inconscientes”, sublinhou. “A vocação artística é multiforme. A gente não pode explicar as emoções mais fundas como o ódio, o amor, o orgasmo.”
LUSA
Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sôbre o teu peito
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente fôste a serenidade.
Poema inserido na colectânea O Operário em Construção, de Vinicius de Moares, que faleceu faz hoje 29 anos.