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LEYA BIS – LIVROS DE BOLSO

LIVROS DE BOLSO DA COLECÇÃO BIS

LEYA BIS – LIVROS DE BOLSO

LIVROS DE BOLSO DA COLECÇÃO BIS

GUY RITCHIE REALIZA NOVO SHERLOCK HOLMES

A nova versão cinematográfica de Sherlock Holmes tem a mão de Guy Ritchie e conta com Robert Downey Jr. no papel do famoso detective e de Jude Law como Dr. Watson.

A escolha do realizador de Snatch – Porcos e Diamantes e de RocknRolla marca uma viragem na imagem de Sherlock Holmes, um detective astuto e um pouco sisudo. Nesta nova versão, após mais de 250 produções em torno desta personagem clássica, Sherlock Holmes não usa o chapéu de feltro que o notabilizou e mostra os seus dotes como esgrimista e boxista.

A estreia do filme está prevista para 25 de Dezembro.

A personagem de Sherlock Holmes foi criada por Arthur Conan Doyle, que faleceu faz hoje 79 anos.

 

“É PRECISO DISCUTIR QUESTÕES SOCIAIS E POLÍTICAS ANTES DE PENSAR A UNIFICAÇÃO ORTOGRÁFICA” – MIA COUTO

Rio de Janeiro, Brasil, 03 Jul (Lusa) – Antes da unificação da grafia da língua portuguesa nos países africanos que falam oficialmente o português, é preciso discutir questões do âmbito social e político, defende o escritor moçambicano Mia Couto, para quem a reforma ortográfica não faz sentido.

“Eu não tenho uma posição militante em relação a isso, não dou essa importância. Reconheço que pode haver algumas razões para se fazer uma reforma ortográfica. Eu sou crítico ao discurso que foi feito para justificar o acordo para ficarmos mais próximos, para nos entendermos melhor, isso é mesmo mentira”, disse.

Para Mia Couto, os falantes da língua portuguesa já se entendem, “é mentira que tenhamos nos afastado do ponto de vista cultural do conhecimento”. E complementa que “nós já nos entendemos, eu sempre li brasileiros sem dificuldade nenhuma”.

De acordo com o sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras, que está no Rio de Janeiro para o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, o que afasta o mundo lusófono são as “opções políticas e estratégias que as elites desses países têm”. Se estas questões não forem discutidas, segundo disse à Lusa o escritor moçambicano, “vamos criar um mal-entendido pensando que automaticamente, por uma razão técnica, nós vamos chegar a uma maior proximidade”.

Mia Couto diz sentir prazer em ler autores brasileiros com “elementos gráficos diferentes para que essa diversidade esteja presente”. E refere não ter “medo de uma língua que tenha diversidades com a tradução de marcas culturais e geográficas, não temos que ter medo disso”.

Ele afirma-se resistente ao Acordo Ortográfico, que no Brasil vigora desde 1 de Janeiro deste ano. Para o escritor, os países pobres de língua portuguesa precisam “resolver uma série de outras coisas antes [da reforma] que não sei se estão a ser discutidas”.

“Entendo que em Portugal este assunto foi tido com muito mais nervos e componentes psicológicos” e contrapôs que em Moçambique, um país com mais de 25 línguas africanas, o português é tido como segunda língua. “As pessoas lá são quase sempre multilingues, pois falam duas ou três línguas africanas.”

Com seu livro recém-lançado no Brasil "Antes de nascer o mundo", cujo título em Portugal e em Moçambique é Jesusalém, Mia Couto considera-se antes de tudo um poeta e diz que o que lhe fascina na prosa é o “poder fazer a criação poética, não só em cima da linguagem, mas em cima da narrativa”.

“Para mim a poesia não é só um género literário, é uma maneira de eu ver o mundo, de eu sentir o mundo”, salientou ao destacar que a literatura ainda pode causar encantamento e criar utopias.

“A literatura pode mostrar o gosto de se poder sonhar e se poder construir outros dias. Não é o escritor que desenha um caminho para a saída, mas ele mostra que há um prazer em encontrar um mundo para além desse”, declarou.

Após 16 anos de guerra civil com um saldo de um milhão de mortos, Mia Couto se diz céptico, mas que a literatura pode ajudar a cicatrizar as feridas.

“Eu faço arte, literatura, e sou movido por este desejo de ter um compromisso ético de criar uma sociedade nova em Moçambique, um mundo mais justo com mais verdade”, explicou.

CONTOS POPULARES PORTUGUESES – A CRÍTICA DA BLITZ

É uma alegria que um livro essencial possa custar pouco mais que cinco euros. Aqui se coligem 75 histórias populares que enformam uma boa parte do imaginário português. Muitas das lenga-lengas que as nossas avós contavam, muitos dos nossos adágios, muitos dos nossos aforismos, no fundo muita da nossa moral oral têm a sua génese nestas minúsculas histórias que foram transmitidas ao longo dos séculos em conversas à volta da fogueira. Basicamente, este é o “Era uma vez” português, rural e secular. O livro abre com a História da Canochinha e inclui pérolas como A História do João Mandrião (cuja inteligência e honestidade lhe permitem viver feliz para sempre com a princesa) ou a extraordinária Os Três Estudantes e O Soldado, em que três estudantes enganam um soldado, que posteriormente se apercebe do logro e os engana a eles. Aliás, muitas destas histórias são sobre a linha entre moral e sobrevivência, legitimando a esperteza quando ela é usada para identificar e vencer os desonestos com as suas próprias armas. O que nos diz muito sobre o inconsciente colectivo português.

Crítica a Contos Populares Portugueses, de Adolfo Coelho, publicada na Blitz, a 1 de Julho de 2009.

FESTIVAL DE TEATRO DE LÍNGUA PORTUGUESA COMEÇA HOJE NO RIO DE JANEIRO

Começa hoje, no Rio de Janeiro, a segunda edição do Festival de Teatro de Língua Portuguesa (FESTLIP). O evento decorre até ao dia 12 de Julho e reúne onze espectáculos de seis países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal).

A edição deste ano homenageia o escritor moçambicano Mia Couto, que receberá o Troféu FESTLIP 2009 pela sua contribuição para o desenvolvimento do teatro brasileiro.

Além de uma palestra sobre as relações entre o teatro e a literatura, o público poderá assistir à peça Mar me quer, da autoria de Mia Couto, encenada pelo Grupo Tijac, de Moçambique.

Podem consultar toda a informação sobre o FESTLIP aqui.

ANTÓNIO LOBO ANTUNES EM DESTAQUE NA FLIP

António Lobo Antunes é um dos principais convidados da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que começa hoje e termina no domingo naquela cidade do estado do Rio de Janeiro.

Neto de brasileiros, António Lobo Antunes já não ia ao Brasil desde 1983. Ao mesmo tempo, serão lançadas duas obras inéditas do autor neste país – Explicação dos Pássaros e O Meu Nome É Legião.

O escritor português vai ocupar aquele que é considerado o horário nobre da FLIP: as 19h00 de sábado (23h00 em Portugal). Podem seguir António Lobo Antunes à conversa com Humberto Werneck em directo aqui.

Podem também ler a entrevista que o autor de Os Cus de Judas concedeu ao Estadão aqui.

O evento com Chico Buarque, cujos bilhetes 850 bilhetes esgotaram em apenas uma hora, vai ter lugar na sexta-feira, às 19h00 (23h00 em Portugal) e contará também com a participação de Milton Hatoum e Samuel Titan Jr, sendo transmitido aqui.

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