ALMEIDA FARIA INICIA DOAÇÃO À BIBLIOTECA NACIONAL
O escritor Almeida Faria iniciou o processo de doação do seu espólio à Biblioteca Nacional de Portugal, com a entrega simbólica dos manuscritos de Rumor Branco, editado em 1962, e A Paixão, de 1965. Ficcionista, ensaísta e professor de Estética na Universidade Nova de Lisboa, Almeida Faria, de 66 anos, já tinha assinado o termo de doação a 25 de Agosto. É autor de romances que obtiveram vários prémios literários e têm sido objecto de teses universitárias em diversos países. Nascido em Montemor-o-Novo a 6 de Maio de 1943, licenciou-se em Filosofia, tendo frequentado anteriormente as faculdades de Direito e de Letras da Universidade de Lisboa. Foi escritor-residente nos Estados Unidos, entre 1968 e 1969, no âmbito do International Writing Program, e em Berlim, onde participou no Berliner Künstlerprogram, juntamente com escritores como Witold Gombrowicz, Peter Handke e Mario Vargas Llosa. Rumor Branco, que lhe valeu o Prémio Revelação de Romance da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1962, foi publicado quando tinha apenas 19 anos. Entre 1965 e 1983 escreveu o ciclo Trilogia Lusitana, do qual fazem parte as obras A Paixão, Cortes e Lusitânia. No seu site oficial, a Biblioteca Nacional de Portugal salienta "o empenhamento, em ritmo crescente, dos escritores portugueses em entregar os seus espólios ainda em vida, de forma a que possam ser transmitidos aos actuais e vindouros leitores, nas melhores condições de investigação, e integrados num acervo contendo muitos outros espólios, onde se pode encontrar o testemunho de sucessivas gerações literárias".