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LEYA BIS – LIVROS DE BOLSO

LIVROS DE BOLSO DA COLECÇÃO BIS

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Mário Cláudio fala sobre António Nobre em Matosinhos

A Câmara Municipal de Matosinhos promove hoje, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, mais encontro com o escritor Mário Cláudio, onde o autor, através do recurso a diversos documentos e fontes, procurará transmitir a sua visão da obra do poeta matosinhense, António Nobre, destacando o papel de Matosinhos na sua vida, imaginário e inspiração literária, dando assim o mote para o início de mais uma conversa entre o autor e o público leitor.

Hoje é o Dia Mundial da Poesia

Ora isto, Senhores, deu-se em Trás-os-Montes,

Em terras de Borba, com torres e pontes.

Português antigo, do tempo da guerra,

Levou-o o destino pra longe da terra.

Passaram os anos, a Borba voltou,

Que linda menina que, um dia, encontrou!

Que linhas fidalgas e que olhos castanhos,

E, um dia, na Igreja correram os banhos.

Mais tarde, debaixo dum signo mofino,

Pela lua-nova, nasceu um menino.

Ó mães dos Poetas! sorrindo em seu quarto,

Que são virgens antes e depois do parto!

Num berço de prata, dormia deitado,

Três moiras vieram dizer-lhe o seu fado

(E abria o menino seus olhos tão doces):

«Serás um Príncipe! mas antes… não fosses.»

Sucede, no entanto, que o Outono veio

E, um dia, ela resolve ir dar um passeio.

Calçou as sandálias, toucou-se de flores,

Vestiu-se de Nossa Senhora das Dores:

«Vou ali adiante, à Cova, em berlinda,

António, e já volto…» E não voltou ainda!

Vai o Esposo, vendo que ela não voltava,

Vai lá ter com ela, por lá se quedava.

Ó homem egrégio! de estirpe divina,

De alma de bronze e coração de menina!

Em vão corri mundos, não vos encontrei

Por vales que fora, por eles voltei.

E assim se criou um anjo, o Diabo, o lua:

Ai corre o seu fado! a culpa não é sua!

Sempre é agradável ter um filho Virgílio,

Ouvi estes carmes que eu compus no exílio,

Ouvi-os vós todos, meus bons Portugueses!

Pelo cair das folhas, o melhor dos meses,

Mas, tende cautela, não vos faça mal…

Que é o livro mais triste que há em Portugal!

ANTÓNIO NOBRE COM CHOPIN EM FUNDO, NO CAFÉ PROGRESSO

 

O projecto Poesia in Progress organiza amanhã, dia 27 de Maio, às 21.45, no Café Progresso, no Porto, uma sessão de homenagem à poesia de António Nobre, tendo como fundo musical a obra de Chopin.

António Ramalho de Almeida apresentará , “o livro mais triste que há em Portugal”, nas palavras de António Nobre, sendo que a sessão contará ainda com a leitura de poemas por Suzana Guimarães e Armindo Cerqueira.

“É tempo de retomar esta poesia na sua exuberância verbal, explosão criativa e sentimental, melancolia dolorosa, mas também na exaltação nostálgica de vidas sonhadas ou vividas”, escreve a organização do evento.

“Cerca de 60 anos antes do nascimento do poeta do Porto nascia Frédéric Chopin, e estes dois grandes vultos do séc. XIX, apesar da distância no tempo e no lugar em que exerceram as suas artes, poética e musical, tiveram semelhantes percursos e destinos, do nascimento à morte.”

ANTÓNIO NOBRE FALECEU HÁ 110 ANOS

António Nobre faleceu faz hoje 110 anos. Nascido no Porto, a 16 de Agosto de 1867, morreu com apenas 33 anos. Em 1888 matriculou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Desistiu e partiu para Paris, onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas, licenciando-se em Ciências Jurídicas. De regresso a Portugal, tenta seguir a carreira diplomática, mas a tuberculose impede-o. Ocupou o resto dos seus dias em viagens, da Suíça à Madeira, em busca de remédio para o seu mal.

Figura entre os grandes poetas de literatura portuguesa, com as obras (Paris, 1892), Despedidas (1902) e Primeiros Versos (1921), os dois últimos publicados já depois da sua morte.

MEMÓRIA – ANTÓNIO NOBRE

Ora isto, Senhores, deu-se em Trás-os-Montes,

Em terras de Borba, com torres e pontes.

Português antigo, do tempo da guerra,

Levou-o o destino pra longe da terra.

Passaram os anos, a Borba voltou,

Que linda menina que, um dia, encontrou!

Que linhas fidalgas e que olhos castanhos,

E, um dia, na Igreja correram os banhos.

Mais tarde, debaixo dum signo mofino,

Pela lua-nova, nasceu um menino.

Ó mães dos Poetas! sorrindo em seu quarto,

Que são virgens antes e depois do parto!

Num berço de prata, dormia deitado,

Três moiras vieram dizer-lhe o seu fado

(E abria o menino seus olhos tão doces):

«Serás um Príncipe! mas antes… não fosses.»

Sucede, no entanto, que o Outono veio

E, um dia, ela resolve ir dar um passeio.

Calçou as sandálias, toucou-se de flores,

Vestiu-se de Nossa Senhora das Dores:

«Vou ali adiante, à Cova, em berlinda,

António, e já volto…» E não voltou ainda!

Vai o Esposo, vendo que ela não voltava,

Vai lá ter com ela, por lá se quedava.

Ó homem egrégio! de estirpe divina,

De alma de bronze e coração de menina!

Em vão corri mundos, não vos encontrei

Por vales que fora, por eles voltei.

E assim se criou um anjo, o Diabo, o lua:

Ai corre o seu fado! a culpa não é sua!

Sempre é agradável ter um filho Virgílio,

Ouvi estes carmes que eu compus no exílio,

Ouvi-os vós todos, meus bons Portugueses!

Pelo cair das folhas, o melhor dos meses,

Mas, tende cautela, não vos faça mal…

Que é o livro mais triste que há em Portugal!

ANTÓNIO NOBRE FALECEU HÁ 109 ANOS

António Nobre faleceu faz hoje 109 anos. Nascido no Porto, a 16 de Agosto de 1867, morreu com apenas 33 anos. Em 1888 matriculou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Desistiu e partiu para Paris, onde frequentou a Escola Livre de Ciências Políticas, licenciando-se em Ciências Jurídicas. De regresso a Portugal, tenta seguir a carreira diplomática, mas a tuberculose impede-o. Ocupou o resto dos seus dias em viagens, da Suíça à Madeira, em busca de remédio para o seu mal.

Figura entre os grandes poetas de literatura portuguesa, com as obras (Paris, 1892), Despedidas (1902) e Primeiros Versos (1921), os dois últimos publicados já depois da sua morte.

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